No último domingo não resisti e chamei Roberta para passear comigo no Parque Barigüi. Eu estava “viciada” na companhia dela. Como não ficar viciada em quem você ama? Como não querer sempre a companhia de seu amor? Foi delicioso. Nos divertimos bastante. Tive que controlar-me ao máximo para não abraçá-la e beijá-la. Cada vez que ela sorria mostrava suas lindas covinhas e eu sentia derreter-me por dentro. Como eu a amava! Seus lindos olhos azuis hipnotizavam-me, sua boca deliciosa convidava-me para um beijo. Ela era tentação demais. Queria enfiar as minhas mãos em seus cabelos, puxar seu corpo maravilhoso de encontro ao meu. Queria sentir seu gosto, seu cheiro, seu beijo, seu mel. Queria amá-la. Simplesmente amá-la.
Quando ela convidou-me para subir ao seu apartamento, quase fui, mas eu não iria conseguir resistir ter ela tão perto, sem ninguém ao redor e não tomá-la em meus braços e fazê-la minha mulher de novo. Recusei, mas com o coração apertado, pois estar ao seu lado era o que eu mais desejava.
Evitei procurá-la durante a semana. A vi somente uma vez. Ela estava linda. Nesse momento Milena estava comigo. Ela tinha acabado de convidar-me para ir com ela na comemoração de fim de ano, mas disse-lhe que já tinha sido convidada por outra pessoa. Parece que não gostou muito de saber disso, mas isso não me importava. Eu estava feliz, pois iria com o meu amor adorado.
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A semana passou rápido. Como era esperado, recebi os buquês de rosas na terça e na sexta, este juntamente com Nhá Benta. A única coisa nova que apareceu no cartão foram as letras “MP”, que eu e Magali quebramos a cabeça para descobrir o que era. Será que eram as iniciais do nome do maluco? Bom, estávamos até agora sem saber. Já ri um monte com a Magali. Ela disse que essa nova pista ia dar um revertério na tal bolsa de apostas. Esse pessoal era louco em embarcar na maluquice da Magali.
Esta semana quase não vi Cláudia e a única vez que a vi, a pegajosa da Milena estava do lado dela. Essa mulher estava marcando muito em cima da minha Cláudia. Minha Cláudia? Peraí, a Cláudia não era “minha”, por que pensei assim? Oras, porque eu detesto essa Milena que fica dando em cima dela. Não gosto e pronto.
Enfim chegou o dia da comemoração de final de ano, era no dia 16 de dezembro. Era no sábado à noite. Haveria churrasco e outros comes e bebes à vontade. Cláudia foi me buscar. Vesti-me com um vestido e prendi meus cabelos, deixando cair algumas mechas. Cláudia estava linda, vestia uma calça que moldava suas curvas com perfeição e uma blusa que deixava seu lindo colo à mostra e seu perfume era maravilhoso.
Seguimos em seu carro para a tal festa. A nossa conversa fluía agradável e no carro tocavam músicas da rádio Ouro Verde FM, todas gostosas de ouvir. Chegamos e logo o pessoal “tomou” Cláudia de mim. Todos queriam a sua atenção. E o que eu ia fazer? Afinal ela era a “Grande Chefe” e todos queriam falar com ela. Natural. Conversei com vários colegas. Ri muito. Mas sempre procurava Cláudia com o olhar. Ela estava sempre falando com alguém diferente. Quando nossos olhares se encontravam, ela sempre me sorria e eu retribuía. E nesses momentos meu coração pulava no peito. Eu estava louca para poder ficar a sós na companhia dela.
A festa rolava solta, o pessoal se divertia pra valer. Até que num momento vi Cláudia indo em direção aos banheiros. Logo em seguida vi Milena indo também. Já fazia alguns minutos que elas estavam lá. Entro e o que vejo me deixa estupefata. Elas estavam se beijando! Saí tão rápido quanto entrei. Estava cega de raiva. Meu coração doía alucinadamente dentro do peito. Minha vontade era de sumir. Por que ela veio comigo então? Por que me convidou, se quem ela queria era Milena? Fiquei com ódio. Peguei um copo com uísque e tomei num gole só. Desceu queimando sem dó a minha garganta, mas o que eu sentia em meu peito era pior. Peguei outro copo e fiz o mesmo. Minha vontade era me anestesiar. Saí andando a esmo. Alguém parou para falar comigo e tive que fazer um esforço tremendo para participar da conversa. O álcool já tinha tomado conta de mim. Sentia-me tonta. Vi Cláudia andando apressada de volta para a festa. Não vi Milena. Por que não estavam juntas? Pedi licença para a pessoa e saí. Lágrimas começavam a escorrer pelo meu rosto, tentava em vão enxugá-las com as mãos, mas eram muitas. Com esforço, consegui parar de chorar. Fui ao bar e peguei outro copo. Não raciocinava mais. Nunca tinha tomado bebida assim. Tomei mais devagar desta vez, aos poucos.
Eu não tinha nada com Cláudia, mas sentia-me traída. Não compreendia esta dor alucinante em meu peito. Ela era livre para ficar com quem quisesse. Não queria admitir, mas a verdade era que eu a queria de novo em minha vida. Vê-la aos beijos com outra mulher fez-me ver isso. Droga! Na minha vida tudo dava errado. De repente senti uma saudade imensa de Cristina. Queria tanto que ela estivesse aqui comigo agora. Não estaria passando por isso. Sentia saudades de amar. Sentei-me num banco que era um pouco retirado do agito da festa. Continuei tomando a bebida. Minhas lágrimas voltaram e corriam soltas pelo meu rosto. Queria que minha vida fosse diferente, que Cristina ainda estivesse comigo, mas isso era impossível. Tomei o restante da bebida num gole só. Tentei levantar-me, mas não consegui, ia cair quando sinto braços me segurarem. Eu estava completamente bêbada. Meu pensamento estava embotado. Olhei para a pessoa que me segurou e vi que era Cláudia. Tentei fazê-la soltar-me, mas ela disse algo que não compreendi. Não coordenava mais meu corpo.
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Logo que cheguei na festa me separaram de Roberta. Todo mundo queria falar comigo. Queria ter ficado ao lado dela o tempo todo, mas não foi possível. Sempre a procurava com o olhar e quando a encontrava ela estava me olhando, eu sorria para ela com o coração todo feliz. Queria estar com ela.
Precisei dar um pulo no banheiro e quando vi, Milena estava ali. Sem que eu esperasse, ela me agarrou e me deu um beijo. Fiquei sem ação por alguns segundos, surpresa, e logo a empurrei. Não queria isso. Ela disse que estava apaixonada por mim. Percebi que ela estava “alta”, tinha bebido. Disse-lhe que não gostei disso e que não acontecesse mais. Fiquei alguns minutos ali conversando com ela. Saí pisando duro do banheiro. Que raiva! Decidi que era hora de ficar com Roberta. Cansei de falar com todos. Resolvi procurá-la, mas não a encontrava. Demorou até vê-la sozinha sentada num banco, tomando num gole só a bebida que tinha no copo. Meu Deus, o que teria acontecido com ela? Ela não percebeu a minha aproximação. Ela se levantou e se eu não estivesse ao seu lado, ela teria caído no chão. Ela estava completamente bêbada. Agarrei-a e disse que a levaria para casa. Eu estava preocupadíssima com ela. Levei-a até o carro, coloquei-a dentro dele e fomos para o seu apartamento. Ela chorava o tempo todo. O que teria acontecido para que ela bebesse dessa forma?
Chegamos e subimos até o seu andar. Paramos em frente a porta de seu apartamento. Peguei sua bolsa e procurei as chaves. Abri a porta e entramos. Ela me olhou e sem que eu esperasse, tentou dar-me um tapa no rosto. Quase conseguiu. Por que isso? Tentei levá-la para o seu quarto. Ela estava tomada pela bebida. Falava coisas sem nexo. Falava de Cristina, de Milena. A coloquei ao lado da cama, segurando-a, tirei seu vestido, sua sandália e ia deitá-la na cama quando ela deu-me um inesperado beijo na boca. Senti o gosto da bebida. Encarou-me com seus olhos vermelhos de tanto chorar.
- Fa... Faça... faça... a... amor... comigo... Roberta disse toda grogue.
A olhei espantada. Céus, era o que eu mais queria, mas não com a bebida. Não com ela nesse estado.
- Não, Roberta. Você precisa dormir.
- Na... não! E... eu quero fa... fazer amor com você... Disse beijando meu pescoço, mordiscando minha orelha.
Como eu a queria! Meu corpo queimava de desejo. Mas não a queria dessa forma, bêbada. Fiz ela deitar na cama.
- Fi... fica comigo? Ela pediu começando a chorar de novo.
- Fico sim, minha princesinha. Disse e retirei minha roupa ficando só de calcinha e sutiã. Deitei e aconcheguei-a em meus braços.
Logo em seguida senti que ela adormeceu. Minha princesinha, o que lhe aconteceu para você beber dessa forma? Estava muito preocupada com ela. Custei a dormir. Sentir o calor de seu corpo junto ao meu, estava delicioso e ao mesmo tempo torturante. A saudade que eu sentia de tê-la junto a mim era imensa.
domingo, 4 de maio de 2008
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4 comentários:
Afffeeeee que agora ta ficando bão de mais sô rsrrs.
Hummmmm será que vc não poderia postar mais um bucadinho hoje?
To curiosaaaaaa rsrsr.
"Eu estava “viciada” na companhia dela.
Como não ficar viciada em quem você ama?
Como não querer sempre a companhia de seu amor?"
... rsrsrs impossível
A semana passou rápido. Como era esperado, recebi os buquês de rosas na terça e na sexta, este juntamente com Nhá Benta. A única coisa nova que apareceu no cartão foram as letras “MP”, que eu e Magali quebramos a cabeça para descobrir o que era. Será que eram as iniciais do nome do maluco?
Eitaaaaaaa que ja sei o que quer dizer " MP ' RSRS.
oieee...estou adorando e acompanhando por aqui tbm viu??? rsrsrs
bjs Loba....
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