Com muito custo saímos atrasadas para almoçar. Eu estava feliz e morrendo de fome. Ainda tinha um certo receio e pairava uma sombra de medo em meu coração. Tinha medo de envolver-me novamente e de novo sofrer.
Estávamos em um restaurante japonês. Cláudia sempre gostou de comida japonesa. Eu não era tão apaixonada assim, mas apreciava. Cláudia contava-me sobre o período em que morou nas outras cidades. O papo estava muito agradável. De repente meu celular tocou. Pedi licença a ela e o atendi.
- Onde você está mulher? Poxa, deixou esse telefone desligado até agora. Falou um Henrique quase histérico do outro lado da linha.
- Oi, Rique. Um bom dia para você também. Falei divertida.
- Bom dia, Betinha. Desculpe-me, mas é que estou tentando falar contigo desde ontem à noite. Estava preocupado. Tá tudo bem?
- Sim, tudo bem.
- Onde você está? Passei na sua casa agora a pouco e você não estava.
- Eu... tô com a Cláudia.
- Hummm... Está com a Cláudia? Aí, tô gostando de ver. Falou rindo.
- Estamos almoçando.
- Uh-hum. E esse telefone desligado desde ontem? Aconteceu o que eu tô pensando?
- Rique, por favor, né.
- Ai, Betinha, é só dizer sim ou não.
- Você não tem jeito, né? É sim.
- O quê? Jura?
- Rique, depois a gente se fala, ok? Agora eu estou almoçando.
- Tá... tá. Tudo bem. Quero saber de t-u-d-o. Depois você me conta. Estou em cócegas aqui. Henrique falou rindo.
- Tá bom. Mais tarde eu passo aí. Beijos.
- Te espero. Beijos.
Desliguei. Olhei para Cláudia. Ela me observava com um sorriso lindo. Sorri para ela.
- Era o Rique. Falei.
- Eu percebi. Ela disse sorrindo.
Continuamos nosso almoço com o clima descontraído.
- O que você acha de darmos um pulo no Jardim Botânico? Cláudia me perguntou.
- Acho ótimo. Faz tempo que não o visito.
- Ah, mas não mais do que eu. Depois que saí daqui nunca mais o visitei, nem nas pouquíssimas vezes que vim à Curitiba.
- Não deve ter mudado muita coisa. Falei sorrindo.
Saímos do restaurante e fomos em direção ao Jardim Botânico. Ficamos um tempo ali conversando e apreciando a beleza das plantas. Não conversávamos sobre nós. Ela não tocava no assunto e nem eu. Eu que pedi e adorei ter feito amor com ela, mas ainda não sabia se queria assumir um novo relacionamento com ela. Nem sabia se ela queria isso! Ela dissera que me amava. Seria verdade? Ela nunca havia me dito isso, nem na época em que namorávamos. De repente foi apenas no calor do momento. Estava cheia de dúvidas, cheia de medos. Não queria me envolver de novo. Disse várias vezes para mim mesma que não queria me envolver com a Cláudia, e agora estava aqui, ao lado dela, feliz por estar em sua companhia, mas cheia de medos.
- Dez centavos pelos seus pensamentos. Cláudia falou rindo.
- Só dez centavos? É muito pouco. Ri também.
- Eu perguntei se poderíamos voltar para meu apartamento.
- Claro. Já vimos tudo o que tinha para ver. Vamos sim. Disse isso, mas no fundo estava um pouco nervosa. De certa forma estava com receio de ficar a sós com ela de novo.
Voltamos para o seu apartamento. A noite começava a cair. Entramos e ela ofereceu uma bebida. Aceitei um licor. Ela nos serviu. Sentamos no sofá e ela encarou-me. Olhou para suas mãos e voltou a encarar-me. Parecia querer me dizer algo.
- Roberta... eu... é... foi lindo, maravilhoso o que aconteceu entre nós. Eu... eu quero saber se você gostaria de... namorar comigo de novo? Falou e fitou-me com um olhar apreensivo.
Fui pega de surpresa, pois não esperava tal pedido. Meu coração estava acelerado.
- Eu... Cláudia... eu... Desculpe, tô nervosa. Sorri. – Depois do que me aconteceu... digo... o meu passado... eu não sei. Eu... preciso pensar.
- Entendo. Dou-lhe todo o tempo que você precisar. Ela disse e fitou-me com os olhos demonstrando tristeza.
- Eu... tenho medo de me machucar de novo.
- Eu sei que decepcionei-lhe no passado. Sei que lhe fiz mal. Eu a amo tanto, Roberta. Dê-nos essa chance. Cláudia falava com os olhos marejados. – Não quero jamais decepcioná-la novamente. Quero fazer você muito feliz.
- Eu sei, mas preciso... preciso desse tempo, por favor.
- Tá. Tudo bem. Ela disse-me fitando com o olhar triste.
Senti vontade de atirar-me em seus braços e aceitar o pedido de namoro dela, mas não podia agir impulsivamente. Já agi de impulso pedindo para fazermos amor.
- Vamos assistir um filme? Cláudia perguntou-me sorrindo.
- Vamos. Disse. Mais tarde daria uma passada rápida na casa de Henrique. Pensei.
Nisso a campainha toca. Uma vez. Duas vezes. Cláudia olhou-me surpresa.
- Quem será? Ela disse. – Deixe-me ir atender.
Ela levantou-se e foi até a porta. Fiquei sentada no sofá. De onde eu estava dava para ver a porta. Ela abriu e uma mulher muito bonita estava do lado de fora. Cláudia somente a ficou olhando e logo disse:
- Antonia!?
quarta-feira, 7 de maio de 2008
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4 comentários:
Tinha q ter uma empata foda ..rs...
Minha linda, estou ficando louca com esse conto...PARABENS!!!
Bjus
Senti sua boca tomar conta de meu sexo. Delícia. Sua língua percorreu-o, brincou com meu clitóris durinho de tanto tesão. Cláudia provocava em mim sensações deliciosas que tomavam conta de todo meu corpo. Sua língua deliciosa lambia-me com vontade. Implorei para que me penetrasse. Senti seu dedo invadir-me deliciosamente. Senti-me completa. Ela começou a movimentar sua mão no delicioso ritmo do vai e vem, senti meu líquido escorrer. Ela tomou minha boca num beijo gostoso e molhado e continuou movimentando sua mão em mim. Ela encaixou seu sexo totalmente molhado em minha coxa e começou a se esfregar deliciosamente em mim. Nos perdemos nessa dança maravilhosa por um tempo. Nossos gemidos se confundiam. Nossas respirações estavam quentes. Nossas bocas quase não se separavam. Comecei a sentir uma sensação deliciosa e forte tomar conta de meu corpo.
uaaaaaaaaaauuuu
assim fica muito dificil
a Gatafield mata a gente de prazer
Pô, tinha que trazer este ser das profundezas pra assombrar a Claudia, please ela se arrependeu do que fez, merece uma oportunidade. Desaparece com esta assombração do passado.
Teu conto tá ótimo,...
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