sábado, 10 de maio de 2008

39 - Ansiedade

Estava em meu apartamento. Eu estava nervosa. Andava de um lado ao outro em círculos. E olhava constantemente para o telefone. Minha ansiedade era tamanha que tentei ligar para o celular dela, mas ou estava desligado ou fora de área. O jeito era ter paciência e esperar ela ligar-me. E se fosse para dizer-me que tinha voltado para Antonia? Senti-me triste ao pensar isto. Mas ela disse que me amava. Sentia-me feliz quando pensava nisso. Meu humor estava oscilando muito, parecia montanha-russa, daqui a pouco eu iria ter um treco.

O telefone tocou e meu coração deu um pulo imenso dentro do peito. Tocou mais uma vez e corri para atendê-lo.

- Alô. Falei tentando não parecer ansiosa.

- Roberta? Era a voz dela.

- Sou eu.

- Meu Deus, que dificuldade para falar com você. Tentei ontem, tanto no celular quanto na sua casa, e hoje no trabalho e no celular.

- É... meu celular estava com a bateria descarregada e... ontem eu não pude atender o telefone.

- Você está bem?

- Sim, estou e você?

- Estaria mentindo se dissesse que estou bem. Tive que vir a São Paulo trazer Antonia de volta, ter uma conversa séria com ela e resolver uns assuntos do banco.

- E... deu tudo certo? Perguntei sentindo o medo percorrer minha espinha.

- Sim. Tivemos uma longa e estressante conversa, mas acho que agora ela entendeu que tudo estava terminado. Mas não foi fácil. Sempre tive receio de que ela aparecesse aí em Curitiba. Agora está tudo resolvido. Amanhã vou embora.

- Que horas você chega?

- No final do dia. Aceita jantar comigo amanhã?

- Ace... Aceito. Respondi e meu coração transbordava de alegria. Estava com vontade de sair pulando igual uma criança feliz. Não esperava tal convite.

- Que bom. E recebeu as rosas hoje?

- Elas vieram, mas recusei-as.

- Recusou? Mas... por quê?

- Porque não acho certo alimentar a paixão de alguém ao ficar aceitando este presente. Espero que assim o tal admirador pare de mandá-las.

- Bom... tá certo. Se é a sua decisão. Roberta, preciso desligar. Estou morta de cansada, meu dia foi extremamente desgastante. Nos falamos amanhã. Ok?

- Ok. Uma boa noite pra você.

- Obrigada. Beijos pra você. Tchau.

- Beijos. Tchau.

Coloquei o telefone no gancho. Eu estava mais tranqüila. Cláudia não estava com Antonia, mas nem eu estava com ela. Tinha pedido um tempo para pensar no pedido de namoro. Compreendi que esse tempo tinha se esgotado. Compreendi com a dor destes últimos dois dias que eu estava perdidamente apaixonada por Cláudia. A queria de volta definitivamente em minha vida. Não iria mais lutar contra este sentimento que me consumia inteira. Controlamos um monte de coisas, mas não conseguimos controlar nosso coração. Ele acabava regendo nossas emoções, dava um “chega pra lá” na nossa razão e tomava conta da gente. Como fugir disso? Difícil, não era?

Fui tomar meu banho, não o tomei antes porque vai que o telefone tocava no momento que estava nele. Aí eu teria que sair molhando o apartamento todo. Ri. Eu estava feliz. Entrei debaixo do chuveiro e deixei a água levar embora todo o medo que eu sentia. Era como se eu estivesse lavando a alma de qualquer resquício de medo. Estava me sentindo outra. Renovada. Pronta para encarar mais um amor em minha vida. Saí do banho, sequei e vesti-me. Fui para a cozinha preparar um pequeno lanche para mim. Não estava com muita fome. Peguei meu lanche e fui para a sala. Liguei a televisão e assisti um pouco. Nada interessante passando. Resolvi ler um livro e depois fui dormir. Deitei-me e fiquei olhando para o teto, pensando em Cláudia, em como esta mulher conseguiu reconquistar meu coração tão rápido. Lembrei da gente se amando. Meu corpo reagia só em pensar. Ficava toda excitada. Ai, como a queria aqui comigo agora. Sentia meu corpo arder de desejo. Meu tesão era tanto que acabei me tocando gostoso, imaginando ela em mim. Mesmo assim não foi fácil conciliar o sono.

A quarta-feira se arrastou. Por que quando queríamos que o dia passasse rápido ele se arrastava? Parecia que o dia tinha quarenta e oito horas. Estava ansiosa para rever meu amor, para rever a mulher linda que mexia intensamente comigo.
Enfim o fim do expediente chegou. Corri pra casa. Tomei um banho demorado. Vesti-me e perfumei-me toda. Estava pronta para receber meu amor. O tempo se arrastava, até que a campainha tocou e meu coração parecia que iria explodir no peito. Meu corpo vibrava de felicidade. Corri para atender a porta. Abri a porta e... levei a minha mão à boca. Eu estava surpresa. Não acreditava no que estava vendo.

6 comentários:

Helena Ferreira disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Helena Ferreira disse...

Muita sacanagem terminar o capitulo assim!!! Que tal um presente de dia das maes? (ta certo que não sou mae, mas...) Um cap novo vai cair muito bem!!!

Vc ta mandando muito bem nessa hitoria!!!


Bjos

Anônimo disse...

poxa linda..
isso é jeito de terminar um cap?
posta outro hj vai...please...
em homenagem ao dia das maes como disse a Lê.

tá mto bom..
beijos

disse...

Apoio total as meninas, isso não é maneira de nos deixar. Ficou o gostinho de quero mais.
Tá maravilhosa essa estória.

Anônimo disse...

Se não me engano aqui tenha um capitulo a mais do que no site né? rsrsrs
Estou ansiosa sentindo falta dele esse conto esta mais q sensasional...alias como todos os outros...



bjs...


loba

N@di@ Tetéia disse...
Este comentário foi removido pelo autor.