Cinco meses se passaram e eu estava mais apaixonada do que nunca. Passávamos todos os finais de semana juntas. Pensava em como tive a sorte de encontrar uma mulher maravilhosa como Cláudia. Ela fazia com que minha vida fosse leve, prazerosa, divertida. Minha vida ganhou outro significado depois que passamos a namorar. Fazia mil e um planos em minha cabeça, tudo o que eu queria era viver ao lado dela.
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Acabava de receber um convite para trabalhar em Salvador. Era uma promoção, subiria de cargo. Sempre almejei isso, pois meu sonho era crescer profissionalmente dentro do banco. Mas, ao mesmo tempo em que estava vibrando de alegria com esta notícia maravilhosa, sentia meu coração pesar. E Roberta? Ela me fazia tão feliz, gostava demais dessa menina, não queria deixá-la. O que eu deveria fazer? Estava agoniada. Não queria perder esta oportunidade e não queria me afastar dela. Depois de muito pensar, de colocar tudo na balança, tomei a minha decisão. A que julgava ser a mais acertada em função de determinadas situações.
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Saímos para jantar no sábado à noite. Roberta estava felicíssima, nem imaginava o que eu tinha para lhe contar. Terminado o jantar, seguimos para o meu apartamento. Ao fechar a porta, agarrei Roberta. Tudo o que eu queria era amar minha pequena princesa. Beijei-a com paixão.
- Minha princesinha, quero fazer amor com você. Disse com a voz embargada.
- Você está bem? Roberta perguntou pressentindo algo.
- Estou. Disse e dei um sorriso nervoso. – Só quero que me ame esta noite.
- Cláudia. Roberta disse fitando meus olhos verdes. – Eu amo você. Sempre amei. Aconteceu alguma coisa? Você nunca me pediu assim.
Ao ouvi-la dizer que me amava senti uma dor rasgando meu coração. Controlei-me ao máximo para nenhuma lágrima sair.
- Só me ame, apenas isso. Disse e capturei a boca macia de Roberta num beijo desesperado. Roberta acariciou as minhas costas e sua boca desceu para o meu pescoço, roçando seus lábios nele, provocando-me arrepios por todo o corpo e beijou-o suavemente. Senti a sua respiração quente nele. Ela, com sua mão, abaixou meu rosto e fez com que eu a encarasse. Perdi-me no azul de seu olhar. Uma imensidão celeste que me dava paz. Percorreu com seus dedos o contorno de meu rosto e deu-me um sorriso lindo. Não resisti e beijei cada uma de suas covinhas. Rimos. Ela puxou-me para uma sucessão de beijos ardentes e famintos como se quiséssemos nos devorar. Suas mãos entraram por baixo de minha blusa, mãos macias e quentes percorriam minhas costas. Levou uma das mãos para frente e acariciou um de meus seios, provocando o biquinho com os dedos. Não resisti e soltei um gemido. A agarrei mais ainda. Estava louca para sentir o contato de nossos corpos nus. Enfiei minha mão debaixo de sua blusa e a tirei rapidamente. Roberta fez o mesmo comigo e assim vamos tirando peça por peça, até estarmos com nossas peles livres para um contato mais prazeroso. Nossos corpos ardiam de desejo. Roberta pegou em minha mão e nos levou para o quarto. Chegamos ao lado da cama e nos abraçamos e nos beijamos novamente.
- Quero que você se deite de bruços. Ela pediu-me sussurrando em meu ouvido, e mordiscando minha orelha. Meu corpo tremeu, cheio de vontades.
- Humm... minha princesinha, o que você vai fazer comigo? Fiz o mesmo com ela, mordisquei sua orelha e a senti se arrepiar.
Nos beijamos novamente, nossos corpos entrelaçados, nossas respirações se misturando, tudo me enlouquecia. Pressionei minha coxa contra seu sexo, senti-o encharcado. Delirei com isso. Novamente ela pediu que eu me deitasse de bruços. Fiz o que ela me pediu. Meu corpo estremeceu só de imaginar o que ela pretendia fazer comigo. Ela sentou sobre meu corpo. Senti seu sexo em minhas nádegas. Que delícia. Ela se curvou e começou a beijar meus ombros, minha nuca, meu pescoço, seus cabelos me faziam uma suave carícia em minha pele. Ela mordiscou e lambeu minhas costas inteirinhas. A cada nova carícia eu soltava um gemido de prazer. Desceu beijando minhas costas até chegar em minhas nádegas, apertou-as suavemente, deu beijos, mordidinhas, fiquei gemendo enlouquecida. Senti meu líquido molhar a cama. Desceu com a tortura para as minhas coxas e pernas.
- Vo.. você quer... me... matar de... prazer...?
- Sim, quero, quero te beijar e te lamber inteirinha. Disse e voltou a lamber minhas nádegas com sua língua quente e molhada, abriu-as e invadiu sua língua em minha cavidade, provocando-me sensações maravilhosas, subiu sua língua acariciando ao redor de meu ânus, deixando-me cada vez mais maluca.
- Me... come gostoso.... me faça... sua.... logo... Implorei enlouquecida.
Roberta me virou. Ficamos de frente e ela tomou minha boca num beijo possessivo, intenso. Seu corpo se encaixou no meu. Uma de suas mãos desceu para o meu sexo faminto, abri minhas pernas facilitando o acesso. Sua mão invadiu-o, acariciando-o, e em seguida penetrou seus dedos em mim, senti-os deslizar em minha cavidade macia e molhada. A abracei fortemente. Nossas bocas não se desgrudavam numa sucessão de beijos molhados e famintos. Roberta se movimentou cada vez mais forte em mim, e eu pedia mais e mais. Nossos gemidos se confundiam. Nossos corpos ficaram nessa dança gostosa por alguns minutos até sentirmos uma sensação arrebatadora tomar conta deles, explodindo num gozo intenso, delicioso e sublime.
Ficamos abraçadas, completamente felizes. Logo em seguida, fiquei por cima de minha princesinha e a beijei apaixonadamente.
- Agora sou eu que vou lhe torturar. E dei um sorriso safado.
- Você não teria coragem de me torturar. Roberta disse, fechando os olhos ao sentir minha coxa pressionando seu sexo.
- Você que pensa... Disse, para na seqüência explorar o corpo de Roberta, que se inflamava de desejo. Amamos-nos madrugada adentro até nossos corpos saciarem-se de prazer.
Acordamos no início da tarde, famintas. Resolvemos pedir algo para comer e acabamos decidindo por uma pizza mesmo. Roberta era pura felicidade. Eu estava apreensiva, com o coração apertado. Precisava falar para Roberta sobre a decisão que tinha tomado, mas sabia que não seria nada fácil. Ela nem tinha idéia de que eu tinha recebido esse convite. Não queria magoar minha princesinha, mas sabia que isso seria impossível. Tínhamos terminado de almoçar, ainda estávamos sentadas à mesa.
- Roberta, eu preciso falar um assunto sério com você. Falei olhando-a nos olhos.
- O que foi Cláudia? Roberta perguntou pressentindo algo, já sentindo medo.
- Eu... Eu... recebi uma promoção. Falei de forma hesitante.
- Oh, mas isso é ótimo, meu amor. Roberta disse alegre, sentindo o medo se esvair.
- Mas não... não.. é para... trabalhar aqui. Disse relutante. Como custei a dizer isso.
- Não!?
- Não, princesinha, vou ter que ir embora. Dizer isso rasgou meu coração de dor.
- Como assim, ir embora? Roberta perguntou sentindo lágrimas brotarem em seus olhos.
- Vou ter que ir embora para Salvador. Disse encarando Roberta, que estava chorando.
- Mas, e a gente? Roberta disse com lágrimas escorrendo por seu belo rosto.
- Nós... nós paramos por aqui. Disse sentindo meu coração se dilacerar de dor. Uma lágrima escorreu pelo meu rosto.
- Não! Eu te amo, Cláudia. Roberta se desesperou, levantou-se e começou a andar de um lado para o outro.
- Calma, Roberta.
- Calma, você me pede calma? Você diz que vai embora da minha vida e me pede calma. E o que eu sinto por você? Não significa nada? Me responde! Roberta estava em prantos, com as mãos na cabeça, em total ato de desespero.
- Eu gosto muito de você, Roberta...
- Gosta? Você nunca disse que me ama, não é? Roberta falou, encarando-me, com a dor refletida em seus olhos azuis.
- Não é isso... Tentei falar.
- É sim. Você não está nem um pouco preocupada comigo e pra você só interessa essa sua promoção. Se você me amasse, me levaria junto, mas você não me ama.
- Roberta... não diga isso. Deixe-me explicar porque não posso te levar...
- Sabe Cláudia, eu me entreguei a você de corpo e alma. Amo você com toda a força do meu ser, mas pra você isso pouco importa, não é? Você só interessa em se dar bem profissionalmente. Só isso. Não se importa se fico aqui com meu coração sangrando. Roberta disse sem para de chorar.
- Não é assim, Roberta! Falei meio brava com ela, ela não me deixava explicar as razões de não poder levá-la.
- É assim sim. Se você quisesse me levaria com você.
- Você ainda é uma menina...
- Agora sou uma menina, não é? O QUE A GENTE FEZ A NOITE TODA EU NÃO SOU MENINA, NÉ? Roberta falou gritando.
- Para com isso Roberta, deixe-me explicar.
- Sabe de uma coisa. Vai, vai para Salvador e tente ser muito feliz lá, porque eu vou tentar ser muito feliz sem você. Vou me reerguer e achar alguém que me ame como eu mereço ser amada. Roberta disse com os olhos vermelhos de tanto chorar. – Adeus, Cláudia.
Roberta foi para o quarto, pegou suas coisas, enfiou tudo na bolsa. Não me dirigiu o olhar. Fiquei paralisada. Dirigiu-se à porta e saiu sem olhar para trás. Me encaminhei até o sofá e desabei nele, chorando amargamente. Tive de tomar uma decisão e esperava ter sido a melhor. Não consegui explicar-lhe os motivos do porquê não a estava levando comigo. Como isso me doía profundamente em meu coração. Como me doía na alma.
sábado, 12 de abril de 2008
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