sexta-feira, 11 de abril de 2008

9 - Explodindo de felicidade

Segunda-feira. Estava no trabalho. Levantei-me e fui tomar um cafezinho. Nossa, eu estava radiante, transbordando de felicidade. Não conseguia olhar para Cláudia sem lembrar-me do fim de semana maravilhoso que nós tivemos.

- Me diz qual a receita para ficar com essa pele bonita, Roberta? Perguntou Magali, uma funcionária que trabalhava no mesmo departamento.

- Por quê? Perguntei sem entender.

- Oras, você está transbordando felicidade, menina. E está com os olhos brilhando. Magali disse, servindo-se de um cafezinho também.

- Estou assim, é? Perguntei apreensiva, será que a minha felicidade estava tão visível assim? Pensei.

- Está. Já sei, viu o príncipe encantado neste fim de semana, não foi?

- É, posso dizer que sim. Falei sorrindo e pensando que não era um príncipe e sim uma bela princesa de olhos verdes.

- Nossa, preciso arrumar um urgente. Magali disse rindo.

- Posso saber o que é que vocês estão rindo aí? Perguntou Cláudia que acabava de chegar para tomar um café também.

- Estou falando para Roberta que ela está transbordando de felicidade. Disse Magali, bebericando seu café.

- É mesmo. Você tem razão Magali. Claúdia disse olhando divertida para Roberta.

- E foi o príncipe encantado nesse fim de semana. Magali continuou falando.

- Príncipe encantado? Uau, e nem me disse nada. Cláudia disse mais divertida ainda olhando para mim que senti ficar vermelha na hora.

- Vou voltar pra minha mesa, suas malucas. Disse e saí rapidamente dali.

- Nossa, a Roberta tá com cara de quem está apaixonada mesmo. Comentou Magali para Cláudia.

- É, parece que sim. Cláudia disse e ficou observando Roberta, pensando em como sua princesinha era fogosa e gostosa na cama. Ainda bem que o príncipe encantado de saias sou eu. Pensou sorrindo.

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À noite, na faculdade, mal consegui prestar atenção na aula. Estava aérea, só conseguia ficar me lembrando do fim de semana maravilhoso que tive junto de Cláudia. Fato que não passou despercebido ao olhar atento do meu amigo Henrique.

- E aí, como é que foi a noitada? Henrique me perguntou bem baixinho.

Olhei para ele sorrindo. – Foi maravilhosa. Disse bem baixinho também.

- Depois, no intervalo, quero detalhes.

- Seu bobo, capaz que vou dar-lhe detalhes.

Henrique olhou-me com cara de quem diz: “Nem se atreva”. Não resisti e ri da cara que ele fez.

Enfim o intervalo chegou e Henrique praticamente carregou-me para nosso cantinho preferido.

- Calma Rique, tô com sede. Quero um refri antes.

- Tá bom. Vamos lá comprar rapidinho. Quero um também.

E nos dirigimos para a lanchonete. Compramos nossos refrigerantes e retornamos ao nosso cantinho. Mal sentamos, e ele já foi disparando.

- E aí, me diz como é que foi?

- Ah, Rique. Já falei, foi maravilhoso. Passamos o fim de semana juntas.

- O fim de semana? Não era só sexta à noite? Ele perguntou espantado.

- Era para ser, mas ela me convidou para passar o fim de semana com ela. Nossa, Rique, eu tô explodindo de felicidade. Falei com meus olhos brilhando.

- Uau! É, tá na sua cara. Ele disse rindo.

- Pois é, não consigo esconder minha alegria. Disse e tomo um gole do meu guaraná.

- E esconder pra quê?

- Ah, sei lá. Eu disse rindo.

- Agora quero detalhes. Rique falou encarando-me com aquele olhar azul sedutor.

- Detalhes? Tu estás maluco, né?

- Sim, maluquinho para saber, porque que rolou tá na cara. Disse e deu uma gargalhada.

- Sem detalhes. Imagine se vou contar-lhe o que rolou. Você pirou, é?

- Poxa, vai me deixar na curiosidade. Disse e fez uma carinha de “pidão”.

- Vou sim. Falei e tive de conter-me para não rir.

- Bom, se é assim, fico só na minha imaginação. Ele disse fingindo uma carinha de tristeza de dar dó. Não resisti e caí na gargalhada, sendo seguida por ele.

Continuamos tomando nossos refrigerantes e mudamos de assunto. Conversávamos agora sobre um trabalho de Estatística que tínhamos de fazer no dia seguinte. Combinamos fazê-lo de manhã na biblioteca municipal, já que nós dois tínhamos a manhã livre. Depois retornamos para a sala de aula. Terminada as aulas, fui para a casa feliz da vida, cantarolando dentro do ônibus. Estava ansiosa pelo dia de amanhã. Iria rever meu grande amor.

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