sexta-feira, 18 de abril de 2008

16 - A viagem

Mais um mês se passou. Era uma segunda-feira e eu estava em meu trabalho. Cristina me ligou.

- Oi, Cristina.

- Escuta, Roberta... Vou ter que viajar.

- Viajar? Como assim? Perguntei, eu não gostava quando ela tinha que viajar. Não gostava de ficar longe do meu amor.

- É, vou ter que ir a Paranaguá. Uma das funcionárias está de licença-maternidade e a outra que faz o serviço ficou doente. Vou ter que cobrir a agência nesta semana.

- Sério? Perguntei triste.

- Sim, viajo amanhã cedo e fico até sexta.

- Poxa, mas tem que ser você? Lamentei.

- É que eu entendo bem o serviço da funcionária que ficou doente, então o chefão designou-me para ficar lá por esta semana.

- É, fazer o que, né? Disse resignada, pois não gostava da idéia de ficar longe de Cristina, nem que fosse um único dia. – Se eu estivesse de férias iria contigo, mas não estou.

- Roberta! Serão apenas quatro dias. Você vai sobreviver sem mim. Cristina falou rindo.

- Eu sei, mas não gosto de ficar longe de você.

- Hummm... No fim de semana a gente tira o atraso. Cristina falou baixinho e imaginei a carinha safada que ela estava fazendo.

- Então o fim de semana será inteirinho nosso.

- Combinado. Preciso desligar, tenho muitas coisas para resolver aqui e à noite a gente se fala mais. Cristina falou e eu tinha vontade de ficar conversando mais com ela.

- Tá bom. Beijos.

- Beijos.

Desliguei o telefone e fiquei pensando no que eu iria fazer nestes quatro dias que Cristina iria ficar longe de mim. Acho que iria passar na locadora e pegar alguns filmes para assistir. É, iria fazer isso, porque ficar sozinha em casa não me animava muito.

- Roberta, quero saber se é assim que você quer esta planilha? Falou Kátia, minha estagiária.

- Deixe me ver. Peguei a planilha e olhei. – É isso mesmo. Quero que você carregue nela os dados diários. Faça-a apresentando os cinco dias da semana, ok?

- Ok, Roberta. Farei assim.

- Obrigada, Kátia.

Hoje eu exercia o cargo de chefe do departamento financeiro. Gostava de trabalhar nesta área. Adorava mexer com números. Olhei para Kátia e lembrei-me da época em que eu era estagiária. Era impossível lembrar-me desta época e não me lembrar de Cláudia. Repreendia-me quando lembrava dela. Essa história já foi há quase dez anos e ainda assim mexia comigo. Um saco isso. Ela nem devia mais se lembrar de mim e eu, volta e meia, ainda pensava nela. Droga. Precisava concentrar-me no presente. Este era o que importava. Era o que eu vivia aqui e agora que era o importante.

Tive uma idéia. Como Cristina viajaria somente amanhã de manhã, eu iria fazer um jantar romântico para nós duas. Depois que saísse daqui, daria um pulo no supermercado e compraria algumas coisas para o jantar e, claro, um bom vinho. Hummm... e quem sabe terminaríamos numa bela noite de amor. Só em pensar nessa possibilidade já me sentia toda excitada.

Terminei meu expediente e fui direto ao supermercado. Comprei o que eu precisava e fui para casa. Cristina ainda não tinha chegado. Preparei o jantar. Ela estava demorando a chegar. O jantar já estava pronto quando ela chegou em casa.

- Hummm... O que você está aprontando meu amor? Cristina chega por trás de mim me abraçando e beijando minha nuca. – Tá um cheirinho tão bom.

- Tô fazendo um jantar para nós duas.

- Uau... Você sempre me surpreende. Foi por isso que eu me casei com você. Falou rindo.

- É mesmo, sua interesseira? Disse isso e me virei para ela. Dei-lhe um beijo quente, molhado. Senti meu corpo se acender. – Vamos tomar um banho? Sugeri, beijando o seu pescoço.

- Hummm... Assim eu não resisto. Vamos sim.

Seguimos em direção ao banheiro, deixando nossas roupas pelo caminho. Cristina ligou o chuveiro e nos molhamos. Nos abraçamos com nossos corpos molhados, nossas mãos deslizavam pelo corpo da outra. Explorávamos-nos mutuamente. Nos beijávamos com desejo, com paixão. Eu estava molhada, e não era pela água do chuveiro que caía sobre nós. Era tesão mesmo. Cristina virou-me de costas e começou a beijar e mordiscar meus ombros, pescoço e nuca, enlouquecendo-me. Suas mãos percorriam minha barriga e passou pelo meu sexo intumescido de tesão. Gemíamos alucinadamente. Novamente me virou para ela, se abaixou. Levantou uma perna minha e a colocou sobre seu ombro e com sua boca tomou posse de meu paraíso. Gritei de prazer. Ela explorava-me habilmente com sua língua macia, arrancando-me gemidos, meu corpo vibrava de prazer e ela penetrou seus dedos em mim, levando-me a loucura total. Logo eu estava tremendo inteira de prazer num gozo explosivo. Intenso. Ela se levantou e amparou-me em seus braços, pois minhas pernas amoleceram. Logo depois continuamos nosso banho. Saímos do banheiro, nos vestimos e fomos nos deliciar com o jantar. Estava maravilhoso. Ouvimos um pouco de música, dançamos algumas e seguimos para o quarto para continuar nossa dança deliciosa do amor até saciarmos nossos corpos sedentos de amor.

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