terça-feira, 15 de abril de 2008

13 - Nada como o tempo

Setembro de 2005. Nove anos depois.

Fui acordada com beijos pelas minhas costas. Eu estava nua. Cristina adorava-me acordar desta maneira, mas o problema é que não conseguíamos sair tão rápido da cama. Hummm... e se tínhamos tempo, quem é que queria ir a algum lugar.

- Vamos acordar, sua dorminhoca. Cristina sussurrou em meu ouvido, dando beijinhos em minha orelha.

- Hummm... Assim você me deixa acessa e bem acordada. Falei cheia de segundas intenções.

- Nananinanã... Lembra que combinamos de ir passear no parque agora de manhã? Já são oito horas. Levante logo, sua dorminhoca. Vamos tomar o café da manhã. Cristina falou me dando um tapinha no bumbum e se levantou.

- Me assanha e depois foge, né?

- Te conheço dona Roberta, se eu ficar aí não saímos nem para almoçar.

- Então vem cá, só pra me dar um beijinho. Pedi fazendo beicinho.

- Tá bom, sua “pidona”.

Cristina chegou pertinho de mim e eu a abracei com toda força, fazendo-a se deitar na cama e sentei-me sobre ela, prendendo-a com minhas pernas.

- Roberta!

- Você achou que eu ia deixar barato, é? Quero meu beijo acompanhado de tudo que tenho direito.

- Vamos nos atrasar, temos o almoço com os meni...

Nem deixei ela terminar de falar, capturei sua boca deliciosa num beijo faminto. Eu estava inflamada de desejo, minhas mãos começaram a percorrer seu corpo gostoso. Abri seu roupão, hummm... deliciosa... fresquinha... tinha acabado de tomar um banho, adorava assim. Comecei a beijar seu pescoço, mordiscava-o.

- Roberta, temos.... compromis.......

Novamente beijei sua boca, nossas línguas se acariciavam, Cristina soltava pequenos gemidos de prazer. Passei a explorar seu corpo com desejo, desejo louco de amá-la. Nos perdemos em nossas carícias, gemidos, sussurros, nos amamos sem pressa. Esta mulher enlouquecia-me de prazer.

Bem depois, ambas saciadas, resolvi levantar-me e tomar um banho. Hoje era domingo e se eu não desse um pulo no parque com Cristina ela iria ficar chateada comigo. Ela adorava dar suas caminhadas, mas hoje teria que ser mais rápido que o normal, pois tínhamos um almoço com Henrique e seu noivo. Eles iriam se casar no mês que vem e seríamos as madrinhas dele. Henrique foi meu padrinho. Eu estava casada com Cristina há quatro anos. Fizemos uma cerimônia simples, uma reunião na realidade, já que o “ritual do matrimônio” não nos era dado o direito, onde reunimos os amigos mais queridos, alguns membros de nossas famílias, somente os que nos aceitavam. Nossa, como o tempo passava rápido, parece que tinha sido ontem que nos casamos. Bom, mas agora não era hora de ficar me perdendo em lembranças. Estava atrasada!

- Roberta, vamos. Cristina já me chamava, demonstrando um pouco de impaciência.

- Vamos sim, meu amor... só um pouquinho. Pronto!

- Meu Deus como você é enrolada. Cristina falou rindo.

- Hummm... e você adora me desenrolar, não é? Falei aproximando-me dela e beijando suavemente seus lábios e agarrei-a pela cintura.

- Roberta... para! Sim, eu adoro desenrolar você. Ela falou rindo. - Agora vamos?

Saímos e fomos dar nossa caminhada no parque Bacacheri, estava um dia ensolarado, um dia maravilhoso e agradável. Nos finais de semana o parque sempre ficava repleto de gente, mas no final da tarde era bem maior o movimento. Gostávamos mesmo era ir de manhã, parecia ser mais saudável, pelo menos o ar se mostrava mais fresco.

Após terminarmos nossa caminhada, resolvemos sentarmos um pouco num dos bancos e ficamos observando divertidas as pessoas que passeavam pelo parque e os patinhos que nadavam felizes no lago. Às vezes trazíamos pão e jogávamos na água. Era uma festa. Levantamos e fomos para casa, pois tínhamos um almoço para ir.

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- Ai, deixa de ser bobo. Eu vou de véu e grinalda, tá. Rafael falou fazendo pose toda afetada.

- Eita, que se você fizer isso eu lhe interno, seu maluco. Henrique falou meio bravo.

- Ei, você duas... Falei rindo, chamando a atenção de Henrique e Rafael.

- Tá vendo, Betinha. Ele faz isso só pra me provocar, ele sabe que eu não gosto dessa coisa de ficar se vestindo de mulher. Rique falou indignado.

- O que é que tem se eu for vestida de noiva? Vou ficar é maravilhosa, tá!

- Ai, meu deus... Vocês são malucos. Cristina falou gargalhando.

- Rafael, que tal se você usar terno, hein... Assim, tipo noivo padrão. Falei sugerindo para ver se demovia a idéia maluca dele, e do jeito que ele era maluco era bem capaz de ir vestido de noiva mesmo.

Henrique e Rafael namoravam há dois anos e resolveram que queriam se casar. Seria uma pequena cerimônia, com os amigos mais íntimos. Eles não eram afeminados, mas Rafael era muito brincalhão e sempre gostava de irritar Henrique e se fazia passar por uma bicha totalmente louca para desespero do meu amigo. Claro que esse comportamento ele tinha somente com os amigos. Conseguimos tirar a idéia maluca de se vestir de noiva da cabeça de Rafael. Todos os detalhes do casamento já estavam acertados e dentro de um mês estariam morando juntos... err, bem... juntos eles já estavam, mas queriam oficializar a união.

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