sábado, 5 de abril de 2008

2 - Conhecendo o serviço

Cláudia tinha 28 anos e trabalhava no banco há seis anos, estava como responsável pelo setor de recursos humanos da regional. A contratação de funcionários e estagiários passava por suas mãos, mas como estivera de férias no último mês, não participara do processo de contratação de Roberta. Antes de sair dera o aval para a contratação de uma estagiária para ela, já que a anterior tinha rompido o contrato.

Olhava para Roberta com admiração. Ela era muito linda. Loira, com os cabelos cacheados na altura dos ombros e possuidora de belos olhos azuis. Um amor de menina. Ela era pequenina e dava vontade de pegá-la no colo. Quando sorria mostrava suas covinhas. Ficava linda. Estava encantada com Roberta. Iria ser um grande prazer trabalhar ao lado desta gracinha. Sossega dona Cláudia, não pode ver um rabo de saia lindo que já fica interessada. Pensou e sorriu. Fazer o quê? Gostava mesmo de mulheres e não escondia isso. Claro que no trabalho não ficava dando bandeira da sua condição sexual. Estava sozinha no momento. E que beleza de momento! Hummm... precisava descobrir se Roberta gostava de meninos ou de meninas. É, estava interessada na menina.

- Você já trabalhou antes, Roberta? Cláudia quis saber. Perguntou fitando-me intensamente.

- Não, Cláudia. Esta vai ser a minha primeira vez. Respondi dando um sorriso para ela.

- Não se preocupe que você vai aprendendo aos poucos, tá. Falou e deu-me um sorriso lindo.

- Eu tenho medo de não conseguir aprender. Confessei olhando nos olhos dela. Eles me prendiam. Ela sorriu.

- Roberta, não pense assim não. Claro que você vai conseguir. Sente aqui do meu lado, pois hoje você vai apenas observar algumas coisas que eu faço. Vou lhe mostrando e dizendo o que é, assim você vai tendo uma noção de qual vai ser o serviço.

- Tá bom. Disse e coloquei minha cadeira ao lado da dela, eu estava tremendo inteira. Por que eu ficava assim perto dela? Nunca fiquei assim com ninguém antes.

- A estagiária anterior, a Fernanda, aprendeu rapidinho e você vai aprender também. Disse e me olhou. Meu olhar desceu para sua boca carnuda. Céus, o que estava me acontecendo?

- Por... Por que ela saiu? Quis saber.

- Ela encontrou um emprego em uma indústria. Fiquei feliz por ela. Ela merecia, trabalhava muito bem.

- Você trabalha aqui há muito tempo? Perguntei. Nossa como eu estava curiosa hoje. Pensei.

- Bom, eu estou no banco há seis anos, e comecei como você, fazendo estágio.

- Sério? Perguntei espantada.

- Sim, sério. Fiz estágio por um ano e daí o banco me efetivou. Ela me olhou com carinho.

- Quer dizer que eu posso ter uma chance de ser efetivada também? Perguntei com meus olhos brilhando de alegria.

- Claro que tem, Roberta. É só mostrar muito interesse e dedicação que você pode conseguir.

- Poxa, que legal. Pode ter certeza de que não faltará o interesse e a dedicação. Falei sorrindo e extremamente feliz com essa possibilidade. Seria maravilhoso se eu conseguisse me efetivar.

Ela passou então a mostrar-me o serviço. Eu estava empolgada e muito feliz. Não cansava de admirá-la. Seus olhos eram de um verde intenso. Maravilhosos. A tarde parecia mágica e passou rápido.

Meu horário de trabalho era das 13:30 as 18:30 horas. Expediente encerrado, fui direto para a faculdade. Cheguei lá e fiz um lanchinho rápido e segui para a sala de aula. Já estava um pouquinho atrasada.

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