Cheguei à minha mesa de trabalho e esforcei-me ao máximo para conseguir concentrar-me nas minhas tarefas. Eu estava nervosa. Magali fez-me o favor de avisar que a “Grande Chefe” só viria à tarde. Mas saber disso não me ajudou em nada, pois o reencontro seria inevitável. Por que, depois de tantos anos, sentia-me nervosa assim? Não conseguia entender, pois nossa história era passado morto e enterrado. Eu não deveria ficar afetada desta forma. Não mesmo. A manhã passou lenta. Chegou o horário de almoço e eu não sentia a menor fome, parecia que eu tinha uma bola dentro do estômago. Que raiva disso! Mas tinha que alimentar-me, senão ficaria com fome mais tarde.
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O meu grande dia chegou. Acordei feliz da vida, pronta para o meu retorno. Peguei o carro e fui até o Parque Barigüi para dar uma bela caminhada. Isso era muito bom. Esta era uma das coisas que eu adorava em Curitiba, seus belos parques. Caminhei bastante e já cansada retornei ao meu apartamento e tomei um banho demorado, daqueles bem revigorantes. Revi alguns pontos do que eu abordaria na reunião e logo em seguida fiz uma refeição leve.
Fui para o banco. Estava sentindo um frio enorme na barriga. Acho que eu estava um pouco nervosa. Não sabia quem eu iria reencontrar. Ao chegar nele, encaminhei-me para a minha nova sala. Apresentei-me para Rebeca, minha secretária, era uma mulher super simpática. Conversei com ela algumas coisas. Conheci minha nova sala e em seguida fomos para a sala de reuniões.
Ao chegarmos lá, já tinham duas pessoas. Reconheci o homem como sendo Otávio, um colega da época que tinha trabalhado aqui. Recebeu-me todo alegre e deu-me os parabéns pela conquista profissional. A mulher não conhecia, Otávio apresentou-me como sendo Milena, chefe de um dos departamentos. Uma bela mulher, com um sorriso lindo. Olhou profundamente nos meus olhos, mantendo o seu sorriso. Retribuí seu sorriso e ficamos os três conversando. Mais algumas pessoas chegaram. Mais alguns rostos conhecidos. Seriam oito pessoas ao todo.
De repente meu coração parou, vi uma mulher loira, cabelos de cachinhos, com magníficos olhos azuis. Roberta! Não pode ser ela. Mas era ela! Fiquei sem ação. Ela se aproximou e uma das pessoas chamou a sua atenção. Ouvi chamarem o seu nome. Fiquei estática, com o coração aos pulos, observando-a. Ela sorri para a pessoa e suas covinhas apareceram.
- Cláudia. Cláudia.
- Hããnnn...
- Aconteceu alguma coisa? Otávio me perguntou.
- Não... não aconteceu nada. Tentei sorrir.
- Nossa, de repente você ficou branca, até parece que viu um fantasma.
É, posso dizer que vi um fantasma. Pensei. Será que eu estava tendo alucinações? Roberta seria real ou fruto da minha imaginação? Era real, ela estava mais mulher, mais bela ainda.
- Você está bem? Otávio perguntou-me novamente.
Olhei para ele e dei um sorriso.
- Estou bem sim. Não aconteceu nada.
- Acabou de chegar a Roberta. Deixe-me apresentá-la a você. Disse isso e foi até Roberta.
Será que Otávio esqueceu que Roberta tinha sido minha estagiária? Pensei.
- Olá, Roberta. Por favor, vem aqui, quero lhe apresentar a nossa nova chefa.
- Olá, Otávio. Roberta disse e veio em minha direção.
Meu coração pulava loucamente no peito. Minha garganta secou. Ela olhou-me nos olhos e deu um sorriso. Quase enfartei.
- Cláudia, esta é Roberta, chefe do departamento financeiro. Otávio falou.
- Olá, Roberta. Tudo bem? Cumprimentei-a com um aperto de mão, senti o calor de sua mão, nem sei como consegui falar sem gaguejar.
- Olá, Cláudia. Tudo bem sim e com você? Roberta disse sorrindo.
Perdi-me no seu lindo sorriso. Que saudades eu senti do seu sorriso, do brilho dos seus olhos.
- Ei... Agora me lembro. Vocês duas já se conhecem. Otávio falou rindo.
- Já nos conhecemos sim, Otávio. Respondi sorrindo. – Roberta foi minha estagiária na época.
- Isso mesmo. Agora eu me lembro. Ele disse.
- Pessoal, a reunião vai começar agora. Rebeca anunciou a todos.
Olhei mais uma vez para Roberta, ela estava falando com Otávio. Não conseguia acreditar que a tinha reencontrado. Sempre desejei que isso acontecesse, mas não achei que fosse ser assim tão rápido. Jamais imaginei que ela tivesse sido efetivada. Nunca perguntei sobre ela para ninguém. Não saber dela ajudava-me a suportar a dor da distância que tinha sido imposta por mim. Sentia um misto de alegria e nervoso. Encaminhei-me para o meu lugar à mesa e dei início à reunião. Tinha que fazer um esforço tremendo para não me perder no que eu queria falar. Não sei como seria estar perto dela novamente. Meu coração batia tão alucinado que parecia que eu tinha um tambor dentro do peito. Tinha que controlar para não ficar olhando para ela. Admirando-a.
quinta-feira, 24 de abril de 2008
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2 comentários:
rsrsrs
sabe o que é uma pessoa aperriada..
dando F5 no site desde as 10h? ehehe
posta mais vaiiii...
Muito bom..
tô louca pra ver elas conversando a sós. ai ai ai
esperar até amanha mesmo? faz isso nao.
sacanagem.....
poxa agora que tava ficando bom vc vai e para ....
porque em vc judia da gente assim gatafield?
bjos inté +
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