segunda-feira, 28 de abril de 2008

27 - De novo?

- Você e sua mania de não querer me contar as coisas. Sabe que eu morro de curiosidade de saber como foi. Henrique disse todo dramático.

- Você está me lembrando alguém, falando dessa forma. Falei gargalhando.

- Não, não me diga que estou parecendo a sua amiga Magali, a super discretíssima? Henrique perguntou e fez cara de assustado. Tive que rir dele.

- Claro, né. Quem mais tem essa curiosidade nata.

- Ah, Roberta, sou mais discreto que ela tá. Pelo menos minha curiosidade é em relação a você e a dela é de todo mundo.

Era domingo e eu estava visitando Henrique e Rafael.

- Nosso almoço foi... humm... agradável.

- Agradável? Só isso? Pensei que você fosse me dizer algo como... inesquecível... ou maravilhoso... ou apaixonante... ou...

- Rique! Foi apenas agradável, ok. Apenas um almoço. Só isso.

- Sei... agradável. Disse isso e ficou me analisando, e isso me dava nervoso.

- O que você esperava, Rique? Que nós nos agarrássemos e voltássemos a nos relacionar como antes?

- Você tá precisando disso. Henrique falou sério.

- Posso até estar, mas não seria com ela.

- E por que não, posso saber?

- Ela é passado. Já foi e não deu certo. E além do mais, não quero ninguém e nem mais decepções em minha vida. Dá pra você entender isso?

- Não, Roberta, não dá. Não posso admitir você fazer isso com sua vida. Rique pegou minhas mãos e olhou-me nos olhos. – Quero ver você feliz de novo, só isso! Eu amo você, Roberta e quero demais ver você feliz.

Lágrimas escorreram pelo meu rosto.

- Eu sei, Rique. Falei fungando.

- Permita-se amar de novo. Não sabemos se você vai ter outra decepção ou não, mas o amor é tão belo que vale a pena, meu anjo.

- Mas não quero mais Cláudia em minha vida, a não ser como amiga.

Henrique suspirou e pensou: “Não seria fácil convencer Roberta, mas sinto que ela sente algo pela Cláudia, não vou desistir.”

- Só como amiga?

- Sim.

- Então uma nova amizade está se iniciando?

- É, posso dizer que sim. Não tenho porque ser antipática ou indiferente com ela. O que passou, passou. E não tocamos em nada do nosso passado em comum. Melhor assim.

- Humm... melhor mesmo. Agora, quero saber uma coisa. Eu posso convidar Cláudia para um almoço aqui em casa no domingo que vem?

- Hããnn.. Um almoço?

- Sim, acho que não teríamos problemas, não é? E, além disso, quero conversar com ela, saber como ela está.

- Tá. Eu falo com ela esta semana.

- Acho que ela se lembra de mim, né?

- Você é inesquecível, meu amigo. Falei rindo.

- Ufa! Folgo em saber. Riu também.

- Sobre o que vocês estão rindo? Quero saber a piada também. Rafael, que acabava de entrar na sala, perguntou.

- Estávamos falando de Cláudia, meu amor. Henrique falou.

- Cláudia? Quem é? Rafael perguntou.

- É... Rique olhou para mim.

- É uma amiga. Apressei-me em dizer. – Quando eu fazia estágio no banco ela era minha supervisora e agora voltou a trabalhar na regional.

- Humm... Legal. E o que tem ela? Rafael perguntou.

- Convidei-a para almoçar aqui no domingo que vem. O que você acha? Rique perguntou para Rafael.

- Acho legal, assim fico conhecendo essa tal de Cláudia... e adoro visitas. Rafael falou sorrindo.

- Perfeito, então. Vamos jogar nosso carteado agora? A louça tá bem lavadinha, amor? Henrique perguntou sorrindo para Rafael.

- Tá um brinco. Rafael respondeu com trejeitos femininos e eu não agüentei e gargalhei. E assim, nesse clima descontraído passamos o nosso domingo.

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Segunda-feira foi tudo dentro do normal. Não vi Cláudia. Soube que passou o dia em reuniões e claro, quem me falou foi a Magali. Na semana passada tinha sido decidido que o almoço de sexta-feira seria num restaurante em Santa Felicidade.

Na terça-feira tudo normal também, até eu novamente sentir a presença de alguém e levantar os olhos e ver um imenso buquê de rosas vermelhas. Meu coração pulou forte desta vez. Meu Deus, outro buquê? Quem seria esse admirador? Recebi-o com um sorriso de orelha a orelha. Claro que Magali já estava do meu lado, toda curiosa.

- Uau. Ela disse. – Esse tá de quatro por você.

- É, pelo visto parece.

- E dessa vez diz o nome de quem mandou?

- Vamos ver o cartão. Peguei o cartão e o abri. Estava escrito o mesmo da outra vez. “Para uma linda mulher, com todo amor.” Não tinha nenhuma referência, nenhuma pista. Meu Deus, quem seria esse louco apaixonado? Ou seria louca apaixonada? Sorri do meu pensamento.

- Do que você está sorrindo?

Meu Deus, mas como Magali era curiosa. Pensei.

- De novo diz a mesma coisa. Falei.

- Sério?

- Sim, olhe. Estendi o cartão para Magali.

- Poxa, assim não dá pra saber nada.

- Bom, seja quem for, uma hora vai se revelar.

- É mesmo, até porque quem vai querer ficar mandando rosas apaixonantes para uma linda mulher e querer ficar no anonimato? Mas você deve estar muito curiosa, né?

- Estou curiosa sim, Magali, mas acho que menos que você. Falei rindo. – Mas não deixo de dormir por isso.

- Ah, eu não sossegaria enquanto não descobrisse. Ai, por que eu não ganho essas coisas, hein? Magali disse e saiu.

Tive que rir. Magali não tinha muita sorte com os namorados dela. Acho que tinha a ver com essa curiosidade dela. Pelo jeito era daquelas mulheres que queriam saber de tudo, a maior pegação de pé. Assim não dava, né.

De repente lembrei-me de Cláudia, não a tinha visto ainda hoje. Não queria admitir, mas estava com saudades dela. Será que teria algum problema se eu aparecer para tomar um cafezinho com ela? Assim aproveito e a convido para o almoço de domingo. É, iria fazer isso e fui em direção ao andar dela. A cada passo que eu dava meu coração se acelerava. Por que isso, hein? Não deveria ficar assim, até porque não estou apaixonada por ela.

Cheguei e pedi para Rebeca anunciar-me e Cláudia pediu que eu aguardasse um pouquinho. Logo depois a porta se abriu e Cláudia e Milena apareceram na porta. Não gostei do que vi. Essa Milena estava descaradamente dando em cima de Cláudia.

- Depois você me dá uma resposta. E olha, não aceito um “não”, tá. Falou Milena toda melosa.

- Tá bom, Milena. Depois lhe digo.. Cláudia falou sorrindo.

- Até mais então, Cláudia. Se despediu dando beijinhos no rosto de Cláudia.

Ah, eu fervi de raiva. Cheguei a me assustar com a reação. Eu não tinha nada a ver com isso. E se as duas quisessem namorar isso era problema delas. Milena saiu em seguida e lançou-me um olhar vitorioso. Não gostei desse olhar.

- Bom dia, Roberta. Cláudia disse e veio em minha direção e deu-me um abraço. Fui pega de surpresa. Correspondi ao abraço. Senti pequenos choques pelo corpo. Na seqüência ela deu-me um beijo na bochecha. Fiquei sem ação.

- Bom... dia, Cláudia. Respondi com certa dificuldade. Iria começar a gaguejar agora?

- Entre.

Entramos em sua sala. Perguntou-me se eu queria um cafezinho e diante da minha afirmativa pediu para Rebeca providenciar.

- Nossa, a que devo a honra da sua visita? Cláudia perguntou-me sorrindo.

- Vim visitar-lhe e fazer-lhe um convite.

- Um convite? Uau... Adoro convites. Sorriu e olhou-me com aqueles olhos verdes lindos.

- Sim, lembra-se do Henrique?

- Sim, me lembro. Era o seu amigo da faculdade, não é? Cláudia disse.

- Sim, ele mesmo. Pois então, falei de você para ele e ele pediu que eu lhe convidasse para um almoço na casa dele domingo agora.

- Um almoço de domingo! Isso é ótimo.

- E então, aceita?

- Mas é claro que eu aceito. Assim o revejo. Cláudia disse sorrindo.

Seus olhos verdes estavam brilhando de alegria. Cláudia era aquele tipo de mulher em que a passagem do tempo só lhe fazia bem. Estava mais linda que antes, mais madura, mais interessante, mais.... mais o quê, Roberta? Até parece que estava apaixonada? Apaixonar-me por ela de novo, nem pensar!

- Ele vai ficar todo feliz em saber que você aceitou.

- Acho que vai ser maravilhoso. Cláudia disse.

- Vai sim. Bom, preciso voltar para o meu trabalho. A gente se fala mais depois, ok?

- Ok. Ah... fiquei sabendo que o admirador atacou de novo. Cláudia falou rindo.

- Meu Deus, como as notícias aqui voam.

- Pois é, o serviço express da Magali. Cláudia riu.

- Ela lhe contou?

- Não, contou para Rebeca e eu por acaso ouvi.

- Pois é, Magali é um perigo! Falei rindo. – Tô indo.

Cláudia levantou-se e aproximou-se de mim e deu-me outro beijo na bochecha. Tive o repentino desejo de virar o rosto e o beijo acertar na minha boca. O que estava me acontecendo? Despedi-me dela e saí rápido de sua sala.

4 comentários:

N@di@ Tetéia disse...

essa CLáudia também viu???
tá só atentando com vida da Roberta, eita mulher que sabe fazer de um jeito, que é impossivel não ser notada...
ai ai F5 F5 F5... opssss
agora só amanhã
=0)

Karolinne Tenório disse...

Aiii
kd o prox cap?
F5 F5 F5 F5 F5
:D

Anônimo disse...

Aiii
kd o prox cap?
F5 F5 F5 F5 F5
:D [2]

Anônimo disse...

hoje nao tem?! =((((((