Observava Roberta trabalhando. Eu estava interessada na garota. Cheguei a sonhar que estava fazendo amor com ela. Nossa, foi demais esse sonho. O jeitinho dela me encantava. Seu jeitinho de sorrir, de olhar-me, de andar, de falar, tudo me fascinava. Fiquei super feliz quando descobri que ela não estava namorando, mas por outro lado, isso não queria me dizer que ela gostasse de mulheres. Adorava quando conseguia flagrar ela me olhando. Ela ficava vermelhinha na hora. Dava uma vontade quase incontrolável de beijá-la. Quando eu ficava pertinho dela minha vontade era de abraçá-la, de aconchegá-la em meus braços, mas acho que se eu fizesse isso iria assustá-la. E não queria assustá-la. Precisava agir com muita paciência. Logo eu, que era impaciente por natureza. Ah, só sabia que quando eu tivesse uma oportunidade, seja qual fosse não iria perdê-la. Esta garota estava deixando-me louca. Passei a esperar a segunda-feira com uma ansiedade imensa, só para poder vê-la novamente depois de um final de semana longe dela. Chega de pensar. Tinha que concentrar-me no meu trabalho. Precisava levar estas duas caixas no terceiro andar.
- Roberta. Você me ajuda a levar estas duas caixas no terceiro andar? Perguntei. Ela parou o que estava fazendo e fitou-me com aqueles olhos de um céu lindo. Ah, se ela soubesse que seu olhar provocava sensações deliciosas pelo meu corpo.
- Claro, Cláudia. É pra levar agora?
- Sim, eu levo uma e você a outra.
Pegamos as caixas e saímos em direção ao elevador. Esperamos um pouquinho e logo ele chegou. Entramos nele, não tinha ninguém mais. Não passou nem cinco segundos que ele estava descendo, e de repente ficou tudo escuro e ele parou. Roberta deu um grito e ouvi a caixa que ela segurava ir ao chão. Imediatamente coloquei a caixa que eu estava segurando no chão e perguntei se estava tudo bem.
- Eu tenho pavor de ficar presa no elevador. Roberta falou começando a chorar.
- Não vai acontecer nada. É só a energia que acabou. Logo volta e sairemos daqui. Falei. Droga era só o que faltava, acabar a luz. Pensei.
Roberta estava chorando. Isso cortou-me o coração, cheguei perto dela e a abracei.
- Não, minha princesa, não precisa chorar. Eu estou aqui com você. Disse afagando seus cabelos e ela se abraçou ainda mais em mim.
Aos poucos ela foi se acalmando. Era tão gostoso ficar abraçada a ela. Sentir o calor de seu corpo junto ao meu. Não tinha vontade de soltá-la e nem ela parecia querer sair dos meus braços. Seu perfume era delicioso. Novamente levei minha mão até seus cabelos, cheios de cachinhos, fiz um suave carinho em sua nuca. Em seguida, passei meus dedos pelo seu rosto. Meu coração saltava dentro do peito.
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Eu estava desesperada dentro do elevador. Comecei a chorar e ela me abraçou. Ainda bem que Cláudia estava comigo. Senti-me protegida. Ela afagou meus cabelos e eu senti-me amolecer. Meu coração batia alucinado dentro do peito. Abracei-me mais ainda nela. Aos poucos, o medo que eu sentia sumiu e consegui me acalmar. Novamente ela afagou meus cabelos e em seguida acariciou meu rosto. Senti meu sangue ferver no corpo. Levantei meu rosto para olhá-la, mas estava escuro. Estava desesperada por um beijo dela. Como se lesse meus pensamentos, ela suavemente desceu seu rosto em direção ao meu. Senti sua respiração. Encostou seus lábios nos meus. Senti meu corpo enlouquecer. Abri minha boca e senti sua língua macia invadir-me, quente, deliciosa. Meu corpo reagiu com sensações que eu desconhecia, minhas pernas tremeram e agarrei-me mais forte nela. O beijo continuou delicioso. Ela acariciou minhas costas e uma mão subiu até minha nuca. Acariciou-me. Soltei um gemido. Enlouqueci. Ela interrompeu o beijo e senti seu olhar, mesmo no escuro. Continuei tremendo.
- Sempre quis fazer isto. Ela disse-me carinhosamente.
- Eu... Eu... Eu... também. Consegui dizer, depois de gaguejar. – Eu nunca fiz isto antes.
- O quê? Beijar?
- Si... sim... be... beijar uma mulher. Disse gaguejando novamente.
- Minha princesinha. Ela disse e acariciou meu rosto.
Abracei-me mais forte nela e encostei minha cabeça em seu ombro. Era delicioso sentir o calor de seu corpo. Sentir seu perfume invadindo minhas narinas. Era tudo inebriante. Continuei cheia de vontade de beijá-la. A encarei novamente.
- Me beije novamente... Pedi.
- Minha princesinha, faço isto com o maior prazer. Cláudia disse e capturou minha boca num beijo envolvente, explorador.
Senti uma vontade urgente de explorar seu corpo, minha mão entrou por baixo de sua blusa e senti a maciez quente de sua pele. Senti uma intensa umidade entre minhas pernas. Ao mesmo tempo em que estava assustada com a avalanche de sensações que sentia, tinha uma vontade imperiosa de acariciá-la, de beijá-la todinha.
De repente a energia voltou, acendendo a luz no interior do elevador e o mesmo começou a funcionar, nos separamos e nos olhamos com carinho. Sorrimos uma para a outra. Pegamos as caixas e assim que ele parou no seu destino, saímos dele. Não sei como eu estava conseguindo andar. Minhas pernas continuavam bambas. Deixamos as caixas no local onde deveriam ficar e retornamos ao elevador. Já dentro dele nos encaramos e rimos. A partir deste momento começamos a namorar.
domingo, 6 de abril de 2008
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2 comentários:
Muuuuuito bom..
:D
Parabéns..
continua.
que bom que vc voltou !!!
achei que tinha sumido com algumas autoras que conheço hahahahahahaha
bjos
ps: adoro seus contos
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