segunda-feira, 7 de abril de 2008

5 - Revelações

- Me conta, vai. Rique disse rindo.

- Contar o quê? Perguntei como quem não sabia de nada.

- Você tá com um sorriso de orelha a orelha. Aposto que viu o passarinho verde. Me conta vai. Ele continuou implorando.

- Ah, Rique. Não tenho nada para contar não, tá. Tentei desconversar.

- Pensa que eu não lhe conheço, né?

- Seu bobo. Falei rindo.

Estávamos no intervalo das aulas, no nosso cantinho preferido. E ele estava encarando-me com um sorriso maroto. Será que estava tão evidente assim a minha alegria? E agora o que eu faço? Conto tudo ou apenas parte da história? Ai, ai, ele confiou em mim quando revelou-se gay, acho que pelo menos devo confiar nele também. Pensei.

- Tá bom, eu lhe conto.

- Oba!

- Mas olha. Falei séria. – É segredo, tá.

- Nossa, o que será? Perguntou e fez cara de suspense. – Assim, você me deixa curioso, Betinha. Fala logo!

- Eu tô apaixonada. Falei suspirando.

- Ah, isso tá na cara. Não é segredo pra ninguém. Falou e riu.

- É por uma mulher. Disse num fôlego só e o encarei.

- Quê? Rique ficou encarando-me de queixo caído.

- Vai ficar assim... de boca aberta! Falei apreensiva. Não sabia o que ele ia pensar sobre isso.

- Uau! Ele disse por fim. – Jamais imaginaria que você fosse homossexual também. Disse e me sorriu.

- Ficou chocado, né?

- É... diria que sim, porque não imaginava que você fosse lés, mas minha querida, agora tenho lugares maravilhosos para levar você. Falou rindo.

- Nem pense, seu bobo. Já estou comprometida.

- Mas a oferta continua de pé. Ele disse rindo. – E quem é a felizarda que conquistou esse coraçãozinho?

- É a minha supervisora de estágio, a Cláudia.

- Preciso ter um papo com ela. Ela nem ouse lhe magoar, senão vai se ver comigo. Falou fazendo cara de mau.

Olhei para ele e demos um forte abraço. Como eu o adorava. Sabia que poderia contar com ele sempre que precisasse. Era o meu grande amigo.

Tudo isso era novo para mim. Ainda não sabia direito como lidar com este novo sentimento. Como minha família iria reagir quando soubesse? Deveria contar? E se eu contasse, me aceitariam ou me rejeitariam? Estava apreensiva. Melhor deixar rolar e não contar nada por enquanto.

Ao mesmo tempo que estava com o coração pulando de alegria, sentia por outro lado um medo imenso desse novo sentimento. Mas tinha uma certeza. Iria vivê-lo! Esta certeza confortava-me o coração, a alma.

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Estava no trabalho e não me cansava de admirar o meu amor. Se bem que ela pediu para não darmos bandeira no banco. Ah, mas era tão difícil fazer isto. Queria era ficar olhando para ela. É, mas tinha que me controlar, pois a última coisa que eu queria era que descobrissem sobre nós.

Resolvi ir até o banheiro, levantei-me e fui até ele. Entrei nele e depois quando fui abrir a porta para sair, Cláudia estava nela e entrou rápido e trancou-a. Encarou-me com aquele olhar verde que eu amava e me deu-me um sorriso lindo. Derreti-me toda. Ela aproximou-se ainda mais de mim, com uma mão pegou minha cintura e com a outra na minha nuca, puxou-me até ela e deu-me um beijo delicioso, quente. Ah, como eu amava beijar e ser beijada por esta mulher. Sua língua quente provocava sensações maravilhosas em meu corpo. Soltei um gemido, e ela apertou-me mais ainda. Minhas mãos percorreram suas costas. Minha vontade era de arrancar nossas roupas. Meu desejo era fazer amor com ela. Isso me assustava. Nunca ninguém me fez sentir isto. Ela interrompeu o beijo e me olhou.

- Minha princesa, é tão difícil ficar perto de você e não poder tocá-la. Cláudia disse-me e sua mão fez um carinho em meu rosto, dei um sorriso para ela. – Adoro suas covinhas, sabia?

- Só as covinhas? Perguntei fazendo uma carinha sapeca.

- Não, sua bobinha, adoro você todinha. Vamos sair na sexta à noite?

- Eu tenho aula. Falei fazendo carinha triste.

- Depois de sua aula. Vamos dançar. O que acha?

- Hummm... acho ótimo.

- Então combinado. Pego você em sua casa às onze horas da noite, pode ser?

- Pode sim. Estarei esperando ansiosa. Ri.

Demos mais um beijo apaixonado e eu saí antes. Cheguei na minha mesa e sentei. Logo depois Cláudia apareceu. Continuamos trabalhando como se nada tivesse acontecido, mas volta e meia trocávamos olhares apaixonados. Impossível evitar.

Um comentário:

Unknown disse...

Oii Gatafield!

Não tive tempo antes, e li tudo só agora.. está ficando otimo e já estou curiosa para ler os proximos capitulos!rs


beijaaaooo

fuh