terça-feira, 8 de abril de 2008

6 - Noite quente

Enfim sexta-feira chegou. Estava na sala de aula e Henrique estava do meu lado. Parecia que as horas não passavam. Até que enfim chegou o intervalo. Fomos para nosso cantinho preferido e ele foi dizendo:

- Ihhh... Tá com cara de sonhadora, Betinha. Acho que você não ouviu uma única palavra do que o professor disse.

- Ah, Rique, eu estou tão feliz. Vamos sair hoje à noite. Vamos dançar.

- Uau. A noite promete. Ele disse e riu.

- Acho que sim. Estou tão ansiosa para estarmos juntas. Um momento só nosso.

- É... Apaixonou mesmo, hein?

- Sim. Estou tão feliz. Disse e suspirei.

- Hummm...

- O que foi, Rique? Perguntei curiosa.

- Acho melhor avisar sua família que você vai dormir fora. Ele disse e soltou uma gargalhada.

- Seu bobo.

- É sério, Betinha. Melhor avisar. Ou você acha que ela só vai querer ficar nos beijinhos.

Olhei para ele com um sorriso não tão santo na cara. Ele riu.

- Acho que você tem razão. Disse e soltei uma gargalhada.

Voltamos para a sala de aula e os minutos se arrastavam. Não via a hora de estar com ela. Finalmente a aula acabou e saí em disparada para casa. Tomei um belo banho, me perfumei. Coloquei uma blusinha com um decote que valorizava meus seios, uma saia, calcei minhas sandálias. Estava pronta. Resolvi seguir o conselho de Rique e avisei que talvez dormisse na casa dessa minha amiga. Melhor assim. Não sabia o que iria rolar mesmo. E se rolasse não queria deixar meus pais preocupados com minha possível demora. A cada minuto olhava para o relógio, até que ouvi uma buzina. Pulei de alegria. Era ela. Despedi-me de meus pais, não sem antes ouvir o famoso: “Tenha juízo.” Fui feliz, entrei no carro e nos olhamos. Tinha vontade de beijá-la, mas não ali, na frente da minha casa. Ela saiu com o carro e fomos em direção à boate.

Chegamos e antes de sairmos do carro trocamos alguns beijos apaixonados. Entramos e estava bem cheia. Ela perguntou se eu queria alguma bebida. Disse que eu tomaria o mesmo que ela. Logo após fomos dançar. Dançamos algumas músicas e logo após ela pegou em minha mão e fomos para um lugar mais sossegado. Ela puxou-me para ela e ficamos nos olhando. Passei a mão em seu rosto. Cláudia fechou os olhos. Levei minha boca em seu pescoço e comecei a dar pequenos beijos nele. Senti ela se arrepiar. Continuei beijando, subi para sua orelha, ela me agarrou mais forte. Enfim, nossas bocas se encontraram. Cláudia contornou com sua língua quente e macia a minha boca. Isso me alucinava. Soltei um gemido. Capturei sua boca num beijo urgente, faminto. Tinha fome dela. Nunca fiz amor com ninguém antes. Mas sabia que a queria. Cláudia percorreu meu corpo com suas mãos, fazendo com que eu ficasse enlouquecida. Senti-me totalmente molhada.

- Quero você, Cláudia. Sussurrei em seu ouvido, totalmente excitada.

- Eu também a quero, minha princesa. Quero muito. Vamos sair daqui? Ela sugeriu.

- Vamos. Falei com a voz rouca.

- Vou te levar para o meu apartamento. Lá poderemos ter mais privacidade. O que você acha?

- Acho maravilhoso. Vamos logo. Disse mordiscando a sua orelha.

Saímos da boate, entramos no carro e fomos em direção ao seu apartamento. Meu coração batia a mil por hora. Estava completamente entregue a esta mulher. Queria ser de Cláudia. Precisava ser dela.

2 comentários:

Mar da Lua disse...

Estou à espera de ler o resto. Gosto da forma como escerves. Parabéns!

Anônimo disse...

Hehe cada cap fica com um gostinho de quero mais..
mas..um pedido..posta uns caps maiores?? ehehe bjos